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A exposição pode ocorrer por via inalatória, contacto com a pele, via ocular e, raramente, por ingestão.

No caso de doses pequenas a moderadas, a via de exposição está diretamente relacionada com os efeitos iniciais e com o tempo que estes demoram a manifestar-se.

Por outro lado, doses altas causam efeitos similares, independentemente da via, embora o intervalo de tempo entre a exposição e os efeitos possa variar.

Normalmente a via inalatória é aquela que permite um efeito mais rápido, isto porque a nível pulmonar existe uma elevada rede vascular e assim, o agente nervoso difunde facilmente, chegando aos órgãos alvo de um modo rápido e eficaz. No caso do VX, sendo este agente uma substância com pouca volatilidade, o seu efeito tóxico é exercido maioritariamente pela pele.

Uma vez que estes agentes são mediamente lipossolúveis podem penetrar a camada mais externa da pele e assim, entrar no organismo. No entanto, demoram cerca de 20/30 min a exercer efeito, até o aparecimento dos primeiros sintomas.[1]

VIAS DE EXPOSIÇÃO

DIFERENTES VIAS DE EXPOSIÇÃO

Exposição a doses baixas de vapor poderá afetar apenas os olhos, nariz e vias respiratórias. Num intervalo que pode ir desde segundos a minutos após a exposição, a vítima desenvolve miose, perturbações visuais, rinorreia e alguma dispneia. A severidade da dispneia depende da dose a que o indivíduo foi exposto.

A não ser que a assistência médica seja imediata, o indivíduo pode morrer no espaço de 30 minutos.

VIA INALATÓRIA

ABSORÇÃO CUTÂNEA

A absorção percutânea de agentes nervosos varia com o local do corpo exposto e com a temperatura ambiente. Um estudo mostrou que o VX foi absorvido quase oito vezes mais rapidamente pela área facial do que pelo antebraço, sendo que a absorção aumentou marcadamente à medida que a temperatura circundante aumentou de 18 para 46ºC.

Efeitos locais por líquidos, que raramente são notados, incluem fasciculações musculares e suores no local de contaminação. Um volume considerável pode também causar efeitos gastrointestinais e queixas de mal-estar e fraqueza. Volumes contendo doses letais ou quase letais causam perda de consciência, convulsões, paralisia flácida e apneia.

 

O início destes efeitos é súbito, geralmente após um intervalo sintomático de 10 a 30 minutos.

VIA OCULAR

Após exposição ocular a vapor ou gotículas, ocorre rapidamente miose, havendo a possibilidade de mais tarde ocorrer envenenamento sistémico. A miose pode ser acompanhada por uma dor ocular profunda, irritação conjuntival e perturbações visuais.

A obstrução de pupilas pode levar ao desenvolvimento de visão fusca. A pupila miótica pode melhorar a visão, embora queixas de visão desfocada sejam comuns. Não há dano no tecido quando é feita instilação do agente nervoso diluído diretamente nos olhos. [2]

Âncora 1

[1]Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons (OPCW).  Nerve Agents. Disponível em: https://www.opcw.org/about-chemical-weapons/types-of-chemical-agent/nerve-agents/ Consultado a: 16/04/2017

[2]Moshiri, Mohammd, Emadodin Darchini-Maragheh, and Mahdi Balali-Mood. "Advances in toxicology and medical treatment of chemical warfare nerve agents." DARU Journal of Pharmaceutical Sciences 20.1 (2012): 81.

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