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O tratamento de uma intoxicação por VX passa, geralmente, por administração de antídotos e terapia de suporte.

TRATAMENTO

TERAPIA DE SUPORTE

A terapia de suporte, normalmente mais focada na terapia respiratória, pode incluir ventilação, através da via endotraqueal e sucção das secreções em excesso nas vias respiratórias.

Aliado a isto, deve ser também feita a monitorização de pacientes para arritmias cardíacas, que são comuns em pacientes expostos a um organofosfato inibidor da colinesterase e, consequentemente, tratados com atropina.

Pacientes que exibam arritmia podem necessitar de tratamento com sulfato de magnésio e potássio, juntamente com outras intervenções farmacológicas e/ou a inserção de um pacemaker temporário, para a reposição do ritmo normal de batimento. [2]

Âncora 1

TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO

O regime terapêutico é, geralmente, constituído por um anticolinérgico, uma oxima e um anticonvulsivante. [1]

 

Nos Estados Unidos, atropina + cloreto de pralidoxima + diazepam é a combinação de excelência para o tratamento de envenenamento por organofosfatos, mas outras combinações são usadas noutros países.

TERAPIA FARMACOLÓGICA

A atropina é uma droga antagonista dos recetores muscarínicos, sendo efetiva em bloquear o excesso de acetilcolina nos recetores muscarínicos periféricos. Este fármaco pode ser administrado por via intravenosa (IV), intramuscular (IM) ou tópica, sendo a dose de 2mg em todas as vias.

Se administrada por via IM, a dose deve ser repetida em intervalos de 5-10 minutos até as secreções e a falta de ar diminuírem. A via tópica é mais usada para aplicação direta nos olhos para alívio da miose e visão turva.

ATROPINA

O cloreto de pralidoxima é um agente usado na quebra da ligação agente nervoso-acetilcolinesterase, permitindo assim, restaurar a atividade normal da enzima. Inicialmente é administrada uma dose de 600 mg oralmente, por IV ou IM , podendo esta  ser repetida 2 ou 3 vezes, desde que numa hora não ultrapasse as 1200 mg. Esta preocupação em estabelecer uma dose máxima, está intimamente ligado com o efeito hipertensivo que este fármaco incita.

CLORETO DE PRALIDOXIMA

Por fim, o diazepam é um fármaco pertencente ao grupo das benzodiazepinas com ação anticonvulsionante, administrado com o intuito de diminuir o dano cerebral que pode ocorrer após longos períodos de convulsões. A dose inicial é de 10 mg (IM) que pode ser repetida 1 ou 2 vezes em intervalos de 10 minutos até as convulsões cessarem. [2]

No entanto, mesmo usando diferentes combinações, são normalmente utilizados compostos das mesmas famílias de anticolinérgicos, oximas e anticonvulsivantes.

DIAZEPAM

ABORDAGENS RECENTES

 

O N-metil-D-aspartato e os antagonistas dos recetores de cainato mostraram-se eficazes na prevenção de convulsões e neuropatia induzidas por soman.

 

A alcalinização do sangue por administração IV de bicarbonato de sódio é, através de uma série de mecanismos putativos, benéfica para a recuperação de envenenamento por organofosfatos.

 

A remoção do organofosfato e dos seus metabolitos do sangue por hemoperfusão é outro potencial tratamento. [2]

1]Bajgar, Jirí. "Organophosphates/ Nerve Agent Poisoning: Mechanism of Action, Diagnosis, Prophylaxis, And Treatment." Advances in clinical chemistry 38 (2004): 151-216.

[2]- Moyer, R. A., et al. (2014). Nerve Agents A2 - Wexler, Philip. Encyclopedia of Toxicology (Third Edition). Oxford, Academic Press: 483-488.

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