TOXICIDADE CRÓNICA
O VX é extremamente tóxico a doses muito baixas, e há poucos estudos que avaliem os efeitos de doses baixas repetidas em humanos ou animais.
No entanto, exposição contínua a muitos pesticidas organofosforados, estruturalmente relacionados com o VX, causa um conjunto de sintomas neurofisiológicos com o nome de neuropatia retardada induzida por organofosfatos (OPIDN). [3] [4]
Os sintomas de OPIDN incluem ansiedade, depressão, psicose e défices cognitivos e de memória, que podem ocorrer semanas após a intoxicação por organofosfatos. [5]
Os mecanismos ligados à OPIDN não estão completamente caracterizados; os sinais e sintomas não parecem estar dependentes da inibição da acetilcolinesterase e podem ocorrer sem sinais e sintomas colinérgicos.
Outro conjunto de sintomas de etiologia desconhecida é o síndrome intermediário, que pode ocorrer 24 a 96h depois de envenenamento por organofosfatos. As características clínicas incluem diminuição dos reflexos tendinosos e fraqueza nos músculos do pescoço, nos músculos respiratórios e nos músculos dos membros proximais. [3] [6]

OU AINDA...
ORGANOPHOSPHATE -INDUCED DELAYED NEUROPATHY
Geralmente, exposição aguda a um agente nervoso tem efeitos semelhantes na maior parte dos animais e nos humanos, embora a severidade dos sinais individuais possa variar entre espécies.
Após exposição a um agente nervoso, os animais exibem hipotermia, resultante da ativação colinérgica do centro termorregulador do hipotálamo. Adicionalmente, os níveis plasmáticos das hormonas pituitárias, gonadais, tiroideicas e adrenais aumentam durante intoxicação por organofosfato. [3]

ANIMAIS
TOXICIDADE

A toxicidade aguda é dependente de vários fatores como idade, sexo, disposição genética, peso, dieta e fatores hormonais. [1]
Em comparação com o GB (um agente de série G), o VX é aproximadamente 3 vezes mais tóxico por inalação, 10 vezes mais tóxico por administração oral e aproximadamente 170 vezes mais tóxico após exposição cutânea. Estudos feitos em coelhos mostraram que, se as condições de penetração cutânea forem favoráveis, a toxicidade do VX pode ser até 1000 vezes superior ao GB.
Apesar da sua taxa de difusão ser mais lenta que vários agentes da série G, a partir da análise do seu LD50 percutâneo (0,315mg/kg) contra 5mg/kg do ciclosarin, o menor LD50 encontrado em agentes de série G, podemos concluir que apresenta uma maior letalidade.
O agente VX, para além de ser muito menos volátil do que os agentes da série G, também não é destoxificado na pele e combina pouco, se de todo, com as colinesterases plasmáticas, sendo a sua evaporação quase nula. Assim, o VX está mais disponível para inativar acetilcolinesterases teciduais. [2]
Durante a sua penetração, quase não é degradado, chegando em grandes quantidades à corrente sanguínea.
TOXICIDADE AGUDA
[1] Bajgar, Jirí. "Organophosphates⧸ Nerve Agent Poisoning: Mechanism of Action, Diagnosis, Prophylaxis, And Treatment." Advances in clinical chemistry 38 (2004): 151-216.
[2] Munro, N. "Toxicity of the organophosphate chemical warfare agents GA, GB, and VX: implications for public protection." Environmental Health Perspectives 102.1 (1994): 18.
[3] Moyer, R. A., et al. (2014). Nerve Agents A2 - Wexler, Philip. Encyclopedia of Toxicology (Third Edition). Oxford, Academic Press: 483-488.
[4] Moyer, R. A., et al. (2014). VX A2 - Wexler, Philip. Encyclopedia of Toxicology (Third Edition). Oxford, Academic Press: 976-980.
[5] Brown, M. A. and Brix, K. A. (1998), Review of health consequences from high-, intermediate- and low-level exposure to organophosphorus nerve agents. J. Appl. Toxicol., 18: 393–408
[6] Abdollahi, M. and S. Karami-Mohajeri (2012). "A comprehensive review on experimental and clinical findings in intermediate syndrome caused by organophosphate poisoning." Toxicology and Applied Pharmacology 258(3): 309-314.